Renato carrega perdas irreparáveis, traumas nunca curados e um diagnóstico que transforma cada dia em uma ameaça. Consumido pela revolta, pelo cansaço e por perguntas sem resposta, ele chega ao ponto onde continuar respirando parece mais pesado do que parar.
Cético, ferido e emocionalmente à deriva, ele já não espera milagre, consolo ou sentido. Apenas o fim do sofrimento. Mas ao cruzar o próprio limite, Renato se vê confrontado por experiências inquietantes que rasgam sua lógica e expõem tudo o que ele tentou enterrar: culpa, medo, raiva e verdade.
Quanto mais ele tenta fugir da dor,
mais fundo ela o puxa.
Uma história sobre dor, crise de fé e transformação. Para quem já encarou o vazio e se perguntou se ainda vale a pena permanecer.
Arte oficial que acompanha a edição em pré-venda: o mesmo retrato impresso no card polaroide que vem na sua caixa.
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Vendidas apenas uma vez. Empacotadas à mão. Impossíveis de reimprimir.
Capa ilustrada, miolo impresso, 1ª edição numerada. O objeto pelo qual tudo isso existe.
1ª edição
Impresso em papel cartão, frente e verso, com a arte da capa. Pensado para marcar onde a dor dói mais.
frente & verso
Ilustração autoral dos personagens. Um retrato do momento antes, aquele que ninguém quer lembrar depois.
arte original
Com a marca do livro. Cole onde doer. Cole onde curar.
arte original
Início da pré-venda. A janela oficial pra garantir a 1ª impressão.
Último dia da 1ª impressão. Depois daqui, o pedido só entra na 2ª leva.
Pedido da 1ª impressão enviado. A máquina começa a rodar.
Produção, embalagem e envio pelos correios. O livro chega na sua porta.
Quem comprar depois de 21/05 entra numa segunda leva, com pedido enviado à gráfica em 01 de agosto. A janela fica aberta até 31 de julho, mas a entrega é estendida.
Quer receber rápido? Garanta na 1ª impressão.
Se a versão física não cabe na sua prateleira, ou se você mora onde os correios não chegam, Feridas também vive em bits, pronto pra abrir onde você estiver.
abrir na amazon →Eu ainda estou vivo?
Abri os olhos. Uma sala branca, infinita. Sem teto, sem chão, sem paredes. Apenas um branco estéril que feria a vista.
Olhei para baixo. Meu corpo estava lá, mas não parecia meu. Pálido. Gelado. Sem o peso da doença, mas sem o calor da vida. É, vivo eu não estava. A queda funcionou.
Fiquei de pé, tentando me situar onde estou. Onde diabos eu estava? Era isso que acontecia depois que a gente morria? Uma sala de espera infinita?
“Seja bem-vindo a eternidade, Renato!”
Uma voz ecoou no ambiente, artificial, parecendo sair de um alto-falante invisível.
— Eternidade? — perguntei, incrédulo. — Tá de sacanagem.
“Isso mesmo! Agora, assine esse contrato para te autorizar a entrar no céu!”
Uma mesa materializou na minha frente. Em cima, uma folha de papel e uma caneta. Olhei em volta, procurando a pegadinha. Eu tinha acabado de cometer suicídio e xingar Deus com todas as minhas forças. E a punição era burocracia? Bem, se a outra opção era o inferno e o fogo eterno, assinar um papel parecia um bom negócio. Pelo visto, suicidas tinham uma brecha na lei.
— Por que não? — murmurei, mais para mim do que para a voz.
Peguei a caneta, desconfiado, e comecei a ler as letras miúdas.
Li o contrato inteiro. Cada cláusula. Parte de mim achou bizarro.
Desde quando Deus precisa de firma reconhecida para deixar alguém entrar? Parecia corporativo demais, frio demais. Mas a outra parte… a parte que passou meses sentindo dor, medo e revolta… essa parte só leu a palavra “descanso”.
Será que eu estava errado o tempo todo? Deus existia e, apesar de tudo o que fiz e falei, ainda queria cuidar de mim?
Eu estava cansado demais para debater teologia. Se isso significava o fim da dor e o silêncio que eu tanto queria, eu assinaria qualquer coisa.
Sem pensar duas vezes, rabisquei meu nome completo na linha.
“O contrato da eternidade foi assinado com sucesso! Agora, aproveite sua vida conosco!”
A voz soou novamente, dessa vez com um tom de finalização. A mesa, o papel e a caneta evaporaram no ar. No lugar, surgiu uma porta dourada, imponente. Ela se abriu no meio, revelando uma luz branca, densa, quase sólida. Não senti paz, senti atração. Algo me puxava para lá. Dei um passo à frente, sem olhar para trás.
“Bem-vindo ao céu, Renato!”